29 de abril de 2020

Dia da Caatinga é registrado com atividade remota!


Dia Nacional do Bioma Caatinga - 28 de abril



O Dia Nacional do Bioma Caatinga 2020 foi comemorado com a realização de webinar com o tema: Economia Circular e o potencial biotecnológico do Bioma Caatinga. 
Card de divulgação do evento
A palestrante foi a Profª Drª Cláudia de Andrade e Lima, Diretora Presidente do Instituto Tecnológico das Cadeias Biossustentáveis e a moderadora Ana Rúbia Carvalho, Secretária Executiva do Conselho Nacional da Reserva da BiosFera da Caatinga.
O encontro virtual reuniu  representantes de entidades públicas como a Fundação Joaquim Nabuco, Ibama, Universidade Federal do Rio Grande do Norte e empresas como a Exchange 4 Change Brasil e a Criatur, para citar algumas.
Participantes do webinar na plataforma zoom.

O ponto alto da fala da Profª Cláudia foi o cabedal de possibilidades de geração de inovadores negócios circulares na Caatinga,a partir de sua rica biodiversidade, impulsionando o desenvolvimento sustentável no Nordeste.
A atividade  foi realizada conjuntamente com o grupo de pesquisa Laboratório de Carreiras e Desenvolvimento de Competências, coordenado pela Profª Drª Alvany Santiago (Univasf) e integrante do GpS, com a colaboração do Núcleo de Economia Circular (NEC), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), do Conselho Nacional da Reserva da BiosFera da Caatinga e do Instituto Tecnológico das Cadeias Biossustentáveis (ITCBio).
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11 de abril de 2020

"Peace, Sustainability, and Women's Rights: A Brazilian Case"


Versão em português abaixo

Professor Alvany Santiago, Univasf and member of GpS, gave a lecture titled "Peace, Sustainability, and Women's Rights: A Brazilian Case" at Liberal Studies at New York University (NYU).  The event was sponsored by the Sustainability, Health, and the Environment concentration in Global Liberal Studies program, coordinated by professor Emily Bauman, PhD.

The lecture was held on Wednesday, March 11th, in the LS office, 726 Broadway, 6th Floor, in Conference Room B. Manhantan, New York City,  and included a question and answer with faculty and students. 

Professor Alvany Santiago and Emily Bauman (in the middle) and audience.


 Photo: NYU.
How do peace studies, sustainable development, and women's issues intersect?  This lecture tackled the question through a discussion of the speaker's work with Sustainability issues, Servas International and IPRA (International Peace Research Association) and her experiences as the founder of SantiagoEcoAmigos, a tree-planting farm in Brazil. 

Light catering of Brazilian snacks from a local restaurant was served.

Professor Santiago was in New York to attend the 64th session of the Commission on the Status of Women (CSW64) at the United Nations New York headquarters, which was canceled in light of the current outbreak of coronavirus disease (COVID-19)
From left-right: professor Emiy Bauman, Alvany Santiago, Donna Lazarus, Peter Valenti and Minu Tharoor. Photo: NYU.



Paz, Sustentabilidade e empoderamento das mulheres: um caso brasileiro

O professor Alvany Santiago, Univasf e membro do GpS, fez uma palestra intitulada "Paz, Sustentabilidade e Direitos da Mulher: Um Caso Brasileiro" no Liberal Studies da New York University (NYU). O evento foi patrocinado pelo programa de Concentração em Sustentabilidade, Saúde e Meio Ambiente em Estudos Liberais Globais, coordenado pela professora Emily Bauman, PhD.

A palestra foi realizada na quarta-feira, 11 de março, no escritório da LS, 726 Broadway, 6th Floor, na Sala de Conferência B. Manhantan, Nova York, e incluiu uma pergunta e resposta com professores e alunos.
Professora Santiago visitou Nova York para participar da 64ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW64), na sede das Nações Unidas em Nova York, que foi cancelada à luz do surto de doença por coronavírus (COVID-19), naquele momento. 

3 de março de 2020

Na natureza nada se perde e através da Economia Circular o lixo se transforma

English version follows 

 

Alvany Maria dos Santos Santiago, professora da Univasf

Ana Rubia Torres Carvalho, Secretária Executiva da Biosfera da Reserva da Caatinga

Saville Alves, gestora da Solos 

Andréa Ventura, professora da UFBA


O “lixo” vem sendo apontado por especialistas e organizações internacionais, como a ONU, como um dos desafios prioritários para combater o avanço das Mudanças Climáticas. No Brasil,  país marcado pelas altas taxas de pobreza e desigualdade, as falhas na gestão de resíduos se revelam através da incidência de doenças endêmicas, decorrentes da ausência de adequada coleta de lixo e redes sanitárias de esgoto. Em 2010, foi promulgada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, que aponta dentre outras necessidades a diminuição da geração dos resíduos, seja pelo aumento do tempo de consumo ou através da circulação destes materiais, dando-lhes novos usos. Entretanto, passado todos esses anos, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) registrou no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2018 o total de 79 milhões de toneladas de resíduos gerados, sendo inexpressivo o percentual destinado à reciclagem.

Revela-se, assim, a necessidade de adaptação do mercado, tanto para a indústria, que deve repensar a cadeia produtiva, especialmente no que tange a matéria-prima e consumo energético (tanto para a produção de seus produtos como no transporte posterior), quanto para o consumidor final, que deve diminuir suas compras e incorporar uma cultura de não-desperdício. Com isso, emerge um novo paradigma de produção: a economia circular ou biomimética ou ainda produção em ciclos fechados. Este novo modelo advoga que os itens (bens ou serviços) devem ser concebidos, desde seu projeto, de modo a não gerar resíduos. Exatamente como ocorre no meio ambiente. O Princípio da Conservação das Massas ou Princípio de Lavoisier preconiza que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” (Sulaiman, 2011). Daí a inspiração da nova forma de produção: imitar, mimetizar no espaço industrial o que se dá no meio natural. São três os princípios da Economia Circular, trazidos por McDonough e Braungart (2002):

I - Todas as substâncias  são vistas como “nutrientes”.  Preconiza-se a erradicação de materiais que fazem mal à saúde humana ou ao meio ambiente.  Há que se atentar para a finalidade do seu emprego. Como e onde ela será utilizada. Um exemplo clássico é o carbono. No espaço natural, as árvores sequestram o carbono e por meio da fotossíntese (valendo-se da energia solar) devolvem oxigênio ao ambiente. O dito “Homo Sapiens” lança o gás carbônico (e outros tantos de efeito estufa) na atmosfera, violando a camada de ozônio, comprometendo (ameaçando) a vida no planeta.

II - Uso de energias renováveis. A erradicação paulatina da utilização de combustíveis fósseis, priorizando-se o emprego de energia solar, eólica, hidráulica para citar algumas.

III- A valorização da diversidade local. Não apenas de fauna e flora, mas de gêneros, materiais, povos, culturas etc.  

Já há milhares de produtos no mundo sendo fabricados segundo esses princípios. A Biomimética sustenta que os 3.8 bilhões de anos da Natureza têm muito a ensinar à raça humana, com menos de 500 mil de anos sobre a face da Terra. Assim, transpondo a ideia para a realidade do nosso Semiárido, é como se fizesse muito mais sentido que, numa região onde o índice de precipitação pluviométrica é três vezes menor que o de insolação, aqui se devesse armazenar o recurso hídrico protegido da incidência da luz solar,como o umbuzeiro. E o Bioma Caatinga apresenta uma carência de estudos em várias áreas do conhecimento, conforme sinaliza Drummond (2012). Nosso desafio é identificar as potencialidades da biodiversidade da região semiárida brasileira e difundindo o conceito da economia circular, contribuir para a construção de um Bioma Caatinga economicamente próspero, socialmente justo e ambientalmente rico.

In Nature, Nothing Is Lost and Through the Circular Economy, Garbage IsTransformed

 

Alvany Maria dos Santos Santiago, professor at University Federal of São Francisco Valley (Univasf)

Ana Rubia Torres Carvalho, Executive Secretary for the Biosphere Reserve of Caatinga

Saville Alves, Soil manager

Andréa Ventura, professor at Federal University of Bahia (UFBA)



"Garbage”, has been pointed out by experts and international organizations, including the United Nations, is one of the priority challenges in combating the advance of climate change. In Brazil, a country marked by high rates of poverty and inequality, failures in waste management are revealed by the incidence of endemic diseases resulting from the absence of adequate waste and sewage collection networks. In 2010, the National Solid Waste Policy, Law 12,305, was enacted, which highlights the need, among others, to reduce waste generation, either by extending the useful life of products or by recycling these materials, giving them new uses. However, after all these years, the Brazilian Association of Public Cleaning and Special Waste Companies (ABRELPE) published the Overview of Solid Waste in Brazil, in 2018, 79 million tons of waste generated annually, with the percentage destined for recycling being insignificant.


Thus, markets need to adapt. Industry must rethink the production chain, especially with regard to raw materials and energy consumption in both manufacturing and transport of its products, while consumers must decrease their purchases and incorporate a culture of non-waste. With this, a new production paradigm emerges: a circular or biomimetic economy, or even closed-loop production. This new model says items (goods or services) must be conceived and designed, as occurs in nature, not to generate waste. The Mass Conservation or Lavoisier Principle states that “in nature nothing is lost, nothing is created, everything is transformed” (Sulaiman, 2011). This is the inspiration for a new form of production: mimicking in the industrial space what happens in the natural environment. There are three principles of a "circular economy",elucidated by McDonough and Braungart (2002):


I - View all substances as "nutrients". Materials that harm human health or the environment should be eradicated. Attention must be paid to how and where it will be used. A classic example is carbon. In nature, trees sequester carbon and use solar energy through photosynthesis to return oxygen to the environment. The so-called “Homo Sapiens” release carbon dioxide and many other greenhouse gases into the atmosphere, damaging the ozone layer and compromising or threatening life on the planet.


II - Use renewable energies. Gradually eliminate the use of fossil fuels, giving priority to solar, wind, and hydraulic energy, to name a few.


III- Recognize the economic value of local diversity -- not just of fauna and flora, but of genres, materials, peoples, cultures, etc.


There are already thousands of products in the world being manufactured according to these principles. Biomimetics maintains that 3.8 billion years of Nature have much to teach the human race, which has existed on the face of the Earth for less than
five hundred thousand years. Transposing the idea to the reality of our semi-arid climate, it makes a lot more sense that, in a region where the rate of rainfall is one third that of solar radiation, water resources should be stored protected from evaporation, like the umbuzeiro (Brazil plum). Studies are lacking in several areas of knowledge regarding the Caatinga Biome, as indicated by Drummond (2012). Our challenge is to identify the potential of biodiversity in the Brazilian semi-arid region and spread the concept of the circular economy, contributing to the construction of an economically prosperous, socially just, and environmentally rich Caatinga Biome.


Note: The authors appreciate John Gunther's generous contribution to the English version of this article.

25 de outubro de 2019

Desafios da Energia Solar - artigo publicado no Correio da Bahia 23out2019



Desafios da Energia Solar

Apesar das fragilidades competitivas, a energia solar fotovoltaica cresceu e representa 1,2% da matriz brasileira
O Acordo de Paris aprovado em 2015 objetiva reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e limitar o aumento da temperatura mundial em 2º C em relação aos níveis pré-industriais. O Brasil assinou o acordo e estabeleceu os compromissos para a redução das emissões de GEE em 37% em 2025 e 43% em 2030, considerando 2005 como referência. Para isso, uma das ações propostas é diversificar a matriz energética, alcançando 45% em energias renováveis em 2030.
A energia solar tem um papel fundamental para que o Brasil cumpra esses compromissos. As energias elétrica e térmica podem ser geradas a partir da radiação solar em todo o território brasileiro, especialmente na Região Nordeste. O Brasil também possui grandes reservas de silício na Bahia, Minas Gerais e Goiás. Contudo, não obstante essas vantagens comparativas, as lâminas de silício grau solar são importadas e representam o item mais caro da placa fotovoltaica.
Apesar dessas fragilidades competitivas, o setor de energia solar fotovoltaica cresceu e hoje representa 1,2% da matriz elétrica brasileira. A geração de energia ocorre tanto na forma centralizada em usinas com contratos firmados em leilões quanto na forma distribuída pela produção dos consumidores em residências, condomínios, etc. A Bahia lidera o ranking de geração centralizada (770
MW), mas ocupa somente a 17º posição na forma distribuída (15MW).
A energia solar tem um papel crucial para o aumento da resiliência climática, principalmente nos centros urbanos. Além disso, ela pode suprir a demanda energética de comunidades rurais, otimizar os processos produtivos e fornecer energia nos horários de pico, aumentando a segurança energética. A geração de empregos é outro benefício, impulsionado pelo segmento de instalação.
Para o aumento da competitividade do setor desafios precisam ser enfrentados: a) investir no domínio tecnológico para a produção industrial das lâminas de silício e para aumentar a eficiência da geração de energia, atualmente em torno de 25%; b) desenvolver tecnologias de logística reversa para a reciclagem das placas no final da vida útil; c) redução da carga tributária da importação de equipamentos e produção de energia; d) ampliação da oferta de linhas de financiamento para pessoas físicas; e) regulamentação para parques híbridos de energia (eólica/solar), viabilizando novos empreendimentos através do compartilhamento de infraestruturas.
Somente assim poderemos entrar no ranking dos cinco países líderes do mercado de energia fotovoltaica: China, EUA, Japão, Alemanha e Índia.

https://www.pressreader.com/brazil/correio-da-bahia/20191023/281517932901897

20 de setembro de 2019

GpS participa do Universidade na Praça

 English version follows


No dia 30 de agosto, a UFBA promoveu o evento “Universidade na Praça”, com o objetivo de dialogar com a comunidade sobre a importância da produção do conhecimento. O evento incluiu a exposição de trabalhos e atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFBA e a realização de intervenções artísticas e culturais e de oficinas.


A Professora Andréa Ventura, coordenadora do GpS, juntamente com Janaina Ottonelli, pesquisadora do grupo, estiveram presentes no stand “Sustentabilidade” da exposição. Na ocasião, foram apresentados os membros da equipe, as instituições parceiras, os temas das pesquisas conduzidas pelos pesquisadores e as atividades realizadas, tais como reuniões, cursos, participação em eventos nacionais e internacionais e prêmios recebidos.


O evento permitiu a apresentação das atividades do GpS para outros pesquisadores da UFBA, bem como para as pessoas da comunidade que estiveram presentes.

GpS attended the event Universidade na Praça

On August 30th UFBA promoted the event    “Universidade na Praça” (University in the Square). The main objective was to dialogue with people from in the community about the importance of knowledge production. The event included the exhibition of UFBA’s works and activities and the execution of artistic and cultural presentations and workshops.

GpS coordinator, Professor Andréa Ventura, and GpS Resarcher, Janaina Ottonelli, were at an exhibition stand and presented the team members, partners institutions, research conducted by the researchers, and activities such as meetings, workshops, participation in national and international events, and awards received.

The event allowed the presentation of GpS activities to other researchers from UFBA, as well as to the community present.