15 de novembro de 2023

Projeto para promover a logística reversa de embalagens de vidro em Salvador e região metropolitana.

O Núcleo de Pesquisa Resíduos e Economia Circular, vinculado ao Grupo de Pesquisa Governança para Sustentabilidade e Gestão de Baixo Carbono (GPS) está atuando como entidade articuladora para promover a logística reversa de embalagens de vidro em Salvador e região metropolitana.

Diversos membros do Grupo se mobilizaram para promover dois encontros com
representantes de diversas cooperativas de materiais recicláveis de Salvador e região metropolitana que integram o Fórum Estadual Lixo e Cidadania da Bahia, a indústria de vidro Owens-Illinois (O-I), representantes do Poder Público (SEMA, SEDUR, SETRE, SAEB), Vigilância Sanitária, a empresa REVIDA RECICLAGEM DE VIDRO e a Universidade Federal da Bahia. Estiveram presentes também representantes da Governança do Comitê Gestor de Economia Circular do PRODETER (Programa de Desenvolvimento Territorial).

O principal objetivo dos encontros foi debater estratégias para aprimorar a logística reversa do vidro em Salvador, região metropolitana, Camaçari e Litoral Norte da Bahia. Através de uma parceria com a Owens-Illinois, as cooperativas serão capacitadas para realizar o manejo do vidro e poderão receber um valor justo pelo serviço prestado e pela venda do material.

Atualmente, a maior parte das embalagens de vidro geradas em Salvador são destinadas para o aterro. Precisamos mudar essa realidade e enviar o material para a reciclagem, já que o vidro é 100% reciclável. Estamos unindo forças para viabilizar a destinação de embalagens de vidro geradas em Salvador e região metropolitana para a reciclagem na fábrica da Owens-Illinois localizada em Recife-PE.

Seguiremos juntos e comprometidos com o trabalho de fomentar a reciclagem inclusiva do vidro no estado da Bahia.

13 de novembro de 2023

Projeto Territórios Insulares na Ação Climática

É fato que mudanças climáticas são um dos maiores desafios enfrentados pela

humanidade e requerem uma ação global coordenada para mitigar seus efeitos

e para a adaptação a um futuro climático em mudança. Entretanto, em diversas

comunidades as discussões acerca das mudanças climáticas não são promovidas

e/ou não chegam ao conhecimento geral das pessoas.


Por esse motivo, o grupo de pesquisa Governança para Sustentabilidade e Gestão

de Baixo Carbono, na atuação do subgrupo de Resiliência, está desenvolvendo o

projeto Territórios Insulares na Ação Climática. O projeto objetiva incluir os municípios

da Ilha de Itaparica - compostos por Itaparica e Vera Cruz - nas discussões sobre as

mudanças climáticas, visto que as ilhas são um dos principais territórios ameaçados

pelas mudanças devido aos riscos de elevação do nível do mar, erosão costeira,

acidificação dos oceanos, dentre outros riscos.

 


O desenvolvimento do projeto ocorre em parceria com a ONG atuante na própria Ilha

de Itaparica, o Instituto Maré Global. Para alcançar o objetivo estabelecido, a ideia é promover

cinco encontros presenciais - teóricos e práticos -, reunindo um grupo de mulheres moradoras de

diferentes localidades da ilha, a fim de que conhecimentos científicos, acadêmicos, populares e de

vivência sejam unidos. As temáticas dialogadas durante os encontros darão subsídio para que elas

construa um manifesto de contribuição de ideias para o enfrentamento das mudanças climáticas na Ilha

de Itaparica, levando esse documento a público e apresentando-o na câmara de vereadores dos

municípios.



Os encontros foram iniciados em 23 de setembro, indo até 18 de novembro.

Como resultado, é esperado chamar a atenção dos políticos e dos munícipes de Vera Cruz e Itaparica

para a luta contra o avanço das mudanças climáticas na ilha, além de promover ações de adaptação de

mitigação dos riscos climáticos.


3 de fevereiro de 2023

GpS marca presença em Encontros Internacionais sobre Gestão Ambiental

 





Nos dias 29 e 30 de novembro de 2022, o grupo de pesquisa GpS (Governança para Sustentabilidade e Gestão de Baixo Carbono) marcou presença no XXVI Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, mais conhecido como Engema 2022. Contando com a presença de Andréa Ventura, Angela Andrade, Clarice Carvalho e Célio Andrade, o GpS participou de diversas mesas e atividades. 

 

Entre elas, destacam-se:


- Participação no lançamento do livro "Water-Energy-Food Nexus and Climate Change in Cities", que contou com o capítulo 12 de Clarice, Andréa e Suzana Más Rosa (também pesquisadora do GpS) sobre Hortas Urbanas e Compostagem: efetividade da governança para fortalecimento da resiliência comunitária e urbana para o gerenciamento de resíduos

- Apresentação de trabalho de Angela e Célio, intitulado Sinergia entre Estratégia de Resiliência de Salvador e IPTU Verde: oportunidades para aumento eficácia e parcerias com mercado imobiliário,  juntamente com Angélica Prado.

- Apresentação de trabalho de Clarice e Andréa, intitulado Governança de hortas urbanas: práticas que direcionam ao sucesso ou falência

- Apresentação de trabalho de Andréa e Isadora Corbacho, que foi orientanda de Andréa para elaboração de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em Administração, sobre o tema da Sustentabilidade em Pequenas Empresas: o caso das lavanderias domésticas em Salvador

 

O GpS também esteve presente na edição virtual do GECAMB

 

O 9ª encontro  do evento português Gestão e Contabilidade Ambiental, GECAMB,  ocorreu entre os dias 4 a 5 de novembro, em edição virtual. A integrante do grupo de pesquisa GpS (Governança para Sustentabilidade e Gestão de Baixo Carbono), Erika Maria R. Souza realizou uma apresentação referente ao artigo “Preparação de Cidades: As Diferenças entre o Plano de Ações Climáticas de Santos e o Plano de Resiliência de Campinas” e Suzana Más Rosa apresentou seu artigo “Greenhouse gas emissions from the waste sector from Salvador: Comparative analysis of the results and gaps found in the  first  and  second  inventory”.

 

O primeiro artigo foi elaborado em conjunto com Andréa Ventura, já o segundo foi realizado com José Célio Silveira Andrade, Jamile Oliveira Santos e Thiago Alexsandro Novaes das Virgens.

 

Foram momentos de grande aprendizagem e realização de contatos com pesquisadores da área. 

Diário de bordo de Lívia, nossa graduanda, na COP 27, no Egito

 


Meu nome é Lívia Chaves Marcolin, sou faço iniciação científica no GpS, e eu participei da segunda semana da COP 27 em Sharm El Sheikh, no Egito, como ativista socioambiental da Fridays for Future Brasil. Minha agenda durante a minha semana de participação esteve mais focada nas pautas relacionadas às perspectivas do novo governo do Brasil, à justiça climática e às decisões referentes à criação do fundo para perdas e danos. Além disso, tive a oportunidade de participar como speaker em dois painéis diferentes, e ser entrevistada por jornalistas de diferentes países. Também pude participar de uma manifestação dentro da COP a partir da plenária da Juventude por justiça climática, e acompanhar a leitura da carta elaborada pela juventude para os Stakeholders. 


O primeiro painel que participei como speaker ocorreu no dia 8 de novembro de 2022, às 18h00 no horário local de Sharm El Sheikh. O título do painel foi “Vozes jovens na necessidade urgente de transformação de sistemas alimentares”, e eu representei a América Latina. O objetivo do evento foi reunir representantes de todo mundo para compreender as diferentes perspectivas no que se refere a sistemas alimentares e como nós estamos mudando esses sistemas implementando soluções em nossas regiões, apesar da falta de comprometimento dos tomadores de decisão, com o foco nas dietas baseadas em plantas como uma parte central da mitigação e adaptação das soluções relativas às mudanças climáticas.

O segundo painel no qual eu tive a oportunidade de participar como explicar teve como objeto jovens estudantes e pesquisadores para justiça ambiental, e ocorreu no Pavilhão de justiça climática, no dia 15 de novembro, às 10h30. Nesse painel eu apresentei ambas as minhas pesquisas: uma que relaciona a Justiça Ambiental Crítica, que é um framework criado pelo professor da Universidade da Califórnia David Naguib Pellow, com a pandemia; e outra que faz uma comparação das estratégias de Resiliência urbana e climática de três cidades litorâneas brasileiras: Santos, Rio de Janeiro e Salvador. Nessa oportunidade, eu fiz questão de deixar bem claro as diferenças sofridas pelo norte global e pelo sul global no tocante às mudanças climáticas. Para mim foi chocante observar que dentre as cinco painelistas presentes eu era a única vinda do sul global, especialmente considerando que se tratavam de exposições sobre justiça climática. Eu tive 15 minutos para apresentar meus dois trabalhos, o que foi um desafio, porém foi um tempo bem aproveitado, e, aparentemente, foi possível chamar atenção para os problemas que o sul global vem enfrentando em relação ao norte, com o foco no Brasil e na cidade onde eu vivo, Salvador-BA. 



Para além das minhas participações como speaker, eu segui a agenda focada em justiça climática, os protestos que ocorreram dentro da conferência e a agenda do Brazil Climate Action Hub, para acompanhar, também, as discussões sobre as perspectivas para o novo governo brasileiro. Sendo assim, estive presente em diversas palestras da ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva, com o objetivo de compreender melhor o que se espera para o Brasil no tocante ao meio ambiente para os próximos anos. 

No penúltimo dia do evento, 17 de novembro, eu fui convidada para participar da elaboração da "People's Declaration” para as mudanças climáticas, e da "People's Plenary", onde jovens de diversos países discursaram sobre suas realidades e sobre a necessidade urgente de mudança. Após a plenária, todos os presentes saíram diretamente rumo a uma grande manifestação clamando por justiça climática, extinção do uso de fósseis e preservação da natureza e dos povos originários. Foi uma experiência única participar dessa manifestação ao lado de garotas egípcias, especialmente levando em consideração que no Egito manifestações são proibidas, e as garotas que estavam comigo nunca tinham participado de algo assim. 

Por fim, no último dia da COP, eu fui para a Plenária assistir as negociações sobre o plano de implementação. Apesar de ser um tanto quanto difícil de acompanhar e compreender exatamente o que estava sendo discutido, especialmente devido ao alto nível de detalhismo, mas foi uma vivência muito interessante e engrandecedora. 

Toda essa experiência me trouxe diversos insights relativos tanto ao ativismo, quanto à pesquisa, quanto ao meu trabalho na ERA com créditos de carbono. Eu percebi o quão difícil é ocupar esses espaços, especialmente sendo uma mulher vinda de um país do sul global latinoamericano. Além disso, foi muito importante ver a decisão final da criação de um fundo de perdas e danos, porém, questionável a falta de avanços com relação a como será elaborado esse fundo, por quem e para quem. Também tive reflexões quanto à falta de decisões com relação à redução do uso de combustíveis fósseis e as discussões incipientes sobre a transição energética justa, e como devemos reivindicar isso na esfera do ativismo.


18 de outubro de 2022

Membros do GPS participam da Aula Magna da Escola de Administração da UFBA.

 


          
A UFBA executa, através da Superintendência de Meio Ambiente (SUMAI), o Programa de Coleta Seletiva Solidário “Recicle UFBA” desde 2013. Mais de 400 toneladas de resíduos recicláveis já foram doados para cooperativas de Salvador através do recicle UFBA, mas a
falta de colaboração para o descarte dos resíduos de forma seletiva pela comunidade acadêmica inviabiliza a reciclagem de diversos materiais, além de contribuir para atração de vetores de doenças.    

 

        Através da iniciativa de membros do GPS, um Projeto de Extensão foi criado para apoiar o Programa Recicle UFBA na Escola de Administração da UFBA (EAUFBA). O principal objetivo do Projeto é promover ações de conscientização e educação ambiental, visando informar a todos sobre o correto descarte e destinação de resíduos sólidos.

          Diversas atividades de ensino e extensão estão sendo desenvolvidas para contribuir com o Projeto, que conta com o apoio da SUMAI e da direção da EAUFBA. No início do 2o Semestre de 2022, foi lançado o Semestre Temático "Meio Ambiente, Gestão e Organizações”. O objetivo é oferecer aos estudantes da EAUFBA conhecimentos e reflexões sobre a relevância da temática socioambiental para a gestão de organizações, por meio de  palestras-diálogos e outras atividades versando sobre sustentabilidade, tendo como tema central os Resíduos Sólidos.

            O lançamento do Semestre Temático aconteceu em agosto de 2022, durante a  Aula Magna coletiva entre as graduações e pós-graduações da EAUFBA, possibilitando uma oportunidade de diálogo de saberes entre a academia e a prática. O tema abordado no evento foi “A Gestão de Resíduos Sólidos na cidade de Salvador e suas Principais Inter-relações Socioambientais”.

          As seguintes palestras foram ministradas: O nascimento da efetiva gestão dos resíduos da cidade de Salvador (Prof. Dr. Carlos César Federico, EAUFBA), As relações entre a gestão de resíduos sólidos e negócios de impacto na cidade de Salvador (Saville Alves, startup Solos) e o impacto da má gestão dos resíduos para a qualidade do ambiente urbano de Salvador (Profa. Dra. Patrícia Borja, MAASA/UFBA).

          A Coordenadora do GPS e professora da EAUFBA Andréa Ventura atuou como mediadora do evento. A pós doutoranda e pesquisadora do GPS Suzana Más Rosa fez uma apresentação sobre o Projeto de Extensão que motivou a criação do Semestre Temático, e convidou todos os alunos e docentes para participarem das atividades previstas.

          A palestra foi transmitida via canal do YouTube da EAUFBA (https://youtu.be/CQQTM7WSD4I)