14 de outubro de 2022

Integrantes do GPS executam Projeto de Extensão para apoiar o Programa de Coleta Seletiva Solidário da UFBA, o Recicle UFBA.

 

        


A UFBA executa, através da Superintendência de Meio Ambiente (SUMAI), o Programa de Coleta Seletiva Solidário “Recicle UFBA” desde 2013. Mais de 400 toneladas de materiais recicláveis já foram destinados para cooperativas de Salvador e Região Metropolitana através do Programa Recicle UFBA. A principal dificuldade relacionada ao Programa é a deficiência na segregação dos resíduos pela comunidade acadêmica, o que inviabiliza a coleta e envio do material para reciclagem, além de contribuir para atração de vetores de doenças de grande importância para a saúde pública.

          Através da iniciativa de membros do GPS, um Projeto de Extensão foi criado para apoiar o Programa Recicle UFBA na Escola de Administração da UFBA (EAUFBA). O principal objetivo do Projeto de Extensão é promover ações de conscientização e educação ambiental, visando informar a todos sobre a existência do Recicle UFBA e fornecendo informações sobre o correto descarte e destinação de resíduos sólidos.

        

  Diversas atividades estão sendo realizadas para conscientizar alunos, docentes e servidores da EAUFBA sobre a importância do descarte correto dos resíduos. Treinamentos e
capacitações estão sendo realizados periodicamente com os servidores dos setores administrativo, de apoio e limpeza visando garantir o correto manejo, transporte e destinação dos resíduos. Através de uma parceria com o Grupo Pet de Engenharia Sanitária e Ambiental, uma campanha de conscientização está sendo veiculada nas redes sociais da EAUFBA e outros canais ligados ao setor de meio ambiente da Universidade. Os alunos foram convidados e podem participar das atividades através do Progama "Estudante Extensionista Voluntário". As ações do projeto também contemplam a realização de palestras e oficinas abertas à comunidade, divulgação de vídeos educativos e podcasts, entre outros.


   A Direção da EAUFBA está apoiando fortemente a execução do Projeto. No início do 2o Semestre de 2022, a EAUFBA lançou o Semestre Temático "Meio Ambiente, Gestão e Organizações”. A Aula Magna coletiva entre as graduações e pós-graduações da EAUFBA, no dia 15 de agosto de 2022, oficializou o lançamento do Semestre Temático, abordando o tema “A Gestão de Resíduos Sólidos na cidade de Salvador e suas Principais Inter-relações Socioambientais”.

Todos os docentes foram convidados a trabalhar com seus alunos utilizando a temática e suas derivações, através da realização de projetos de pesquisa, seminários, projetos de extensão, entre outros. Pretendemos colaborar com o aumento de volume de materiais destinados para a reciclagem e melhorar cada vez mais a segregação, viabilizando o aproveitamento dos resíduos.

8 de outubro de 2022

Cidades e Comunidades Mais Sustentáveis e Resilientes



A professora Andréa Ventura, coordenadora do GpS (grupo de pesquisa Governança para Sustentabilidade e Gestão de Baixo Carbono) e professora da Escola de Administração da UFBA (EAUFBA) participou, no dia 30 de setembro de 2022, da mesa de debates Cidades e Comunidades Mais Sustentáveis e Resilientes. O evento fez parte do V Workshop de Tecnologias Limpas e III Jornada de Tecnologias Limpas, realizada pelo Departamento de Engenharia Ambiental da UFBA. 

A mesa também contou com a moderação de professora  Viviana Zanta (UFBA)  e com a participação de professor Jordi Morato (Universidad Politécnica da Catalunya).

15 de julho de 2021

Apresentação sobre Justiça Climática e Pandemia no Seminário Interno de Pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas Jurídicas da UFBA

 Na segunda-feira, dia 12/07/2021, nossa bolsista de iniciação científica, Lívia Chaves Marcolin apresentou sua pesquisa que relaciona a questão da Justiça Ambiental com o contexto de Pandemia. 


Clique na imagem para assistir


A apresentação foi apreciada por uma banca avaliadora compostas por três professoras da Faculdade de Direito da UFBA e foi bastante elogiada. 

A pesquisadora fez uma análise de como a Justiça Ambiental é abordada na ciência antes e após o advento da Pandemia a partir da revisão bibliográfica elaborada. Ademais, trouxe a discussão acerca dos impactos causados por desastres naturais e sua incidência desigual nas diferentes camadas das populações locais e a nível global. 

A apresentação se concluiu com a apresentação de resultados e demonstração de necessidade de aprofundamento no tema em outras bases de dados para que a revisão se concretize. 

3 de julho de 2021

Defesa de tese de Maria de Fátima Góes no PEI

 Defesa de tese de Maria de Fátima Góes no PEI

A sessão pública de defesa da tese de doutorado da integrante do grupo GpS Maria de Fátima Barbosa Góes foi realizada em 30 de abril de 2021, às 14h, por videoconferência. O título do trabalho é “Oportunidades e desafios para ampliação dos cobenefícios dos projetos de MDL de energia eólica do Nordeste brasileiro”. A banca examinadora foi presidida pelo professor Dr. José Célio Silveira de Andrade, orientador, e contou com a participação dos professores doutores Andréa Cardoso Ventura, Francisco Gaudêncio Mendonça Freires, Lira Luz Benites Lazaro e Paulo Roberto Britto Guimarães.

Autora: Maria de Fátima Góes

Tese do doutorado

Banca examinadora




22 de maio de 2021

Biodiversidade e Mudanças Climáticas: uma relação complexa

 Andréa Ventura (professora da EAUFBA e coordenadora do grupo de pesquisa GpS – Governança para Sustentabilidade e Gestão de Baixo Carbono*)

No dia 22 de maio se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. Diversos acordos mundiais que buscam tratar do tema, sendo o mais conhecido deles a Convenção sobre a Diversidade Biológica, primeiro tratado mundial sobre a utilização sustentável, conservação e repartição equitativa dos benefícios derivados da biodiversidade. Ele foi assinado durante a Eco-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992), por mais de 150 países, entre eles o Brasil. Também durante a Eco-92 foi criada a Convenção sobre o Clima.

Como você pode imaginar, muitos estudos relacionam biodiversidade e mudanças climáticas, afinal, o clima é um fator determinante para a distribuição dos seres vivos no planeta. A maior parte destes estudos aponta o quanto a diversidade biológica de todo o planeta está ameaçada pela mudança global do clima e, em contrapartida, o quanto as algas e as árvores possuem um papel imprescindível no serviço ecossistêmico de absorção do gás carbônico, um dos principais gases do efeito estufa. Assim, além da preocupação com a fauna e a flora, proteger mares, florestas e todos os tipos de habitat torna-se essencial neste complexo momento planetário.

Diante disso, muitas das ações voltadas à redução das mudanças climáticas - conhecidas por seu termo técnico “mitigação” -, são voltadas para a proteção da biodiversidade. Empresas, organizações não governamentais e até mesmo governos de todo o mundo vêm realizando projetos de proteção de áreas naturais e também de reflorestamento de áreas degradadas. Isso é extremamente relevante!

No entanto, conforme recente estudo publicado em 2021 por universidade britânica**, especialmente em um momento em que estamos sendo forçados a repensar a economia global no contexto de pós-pandemia e formas de reconstrução, é necessário que a biodiversidade seja incluída nessa reflexão de maneira mais profunda. Não bastam tentativas de proteção da biodiversidade dentro dos modelos atualmente vigentes, se queremos estar preparados para a recuperação das economias ao mesmo tempo em que enfrentamos as mudanças climáticas***. Faz-se necessário, por exemplo, novas normas de regulação do comércio e dos investimentos, com a extinção de subsídios a negócios nocivos aos ecossistemas terrestres. Também é necessário “cobrar a conta”. Após quase trinta anos da Convenção da Biodiversidade, apenas 58% dos recursos previstos para serem pagos pelos países ricos foram efetivamente destinados para sua proteção.

Infelizmente, ainda há pouco para se comemorar e muito a se refletir no Dia Internacional da Biodiversidade. Em realidade, precisamos sair da reflexão e partir para a ação. A tomada de decisão e a busca de soluções depende de gestores públicos e privados em todo o planeta, e também de cada um de nós.

Notas:

* http://gps-pesquisa.com.br/

** Bigger, Patrick & Dempsey, Jessica & Christiansen, Jens & Rojas-Marchini, Fernanda & Irvine- Broque, Audrey & Nelson, Sara & Disilvestro, Adriana & Schuldt, Andrew & Shapiro-Garza, Elizabeth. (2021). Beyond The Gap: Placing Biodiversity Finance in the Global Economy. 10.13140/RG.2.2.10618.21449

*** Nature-based solutions can help cool the planet — if we act now Nature 593, 191-194 (2021) doi: https://doi.org/10.1038/d41586-021-01241-2